Conheça os gatos do The New York Times

Gatos são companhias adoráveis. Seja um perfil mais arisco, que gosta do seu próprio espaço, ou um mais agitado e que brinca com tudo que se mexe, nós amamos estar ao lado deles.

Alguns adoram sentar em nossos papéis quando estamos estudando ou trabalhando, outros simplesmente deitam-se ao nosso lado e nos fazem uma ótima companhia.

E há um certo grupo de pessoas no mundo que concorda com isso, e ele é o dos correspondentes estrangeiros do The New York Times.

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Para uma melhor definição, o correspondente estrangeiro é um repórter que encontra-se baseado em uma cidade exterior à sede de seu jornal, e que cobre matérias acerca do país, região e até do continente em que se encontra.

O New York Times (também conhecido pela abreviação NYT) possui correspondentes em diversos países, entretanto, há um fato que poucas pessoas conhecem: eles amam a companhia de um gatinho local no escritório!

 

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Spotty/Dotty, um gatinho adotado, na mesa de Dionne Searcey em Dakar, Senegal. Foto: Dionne Searcey / The New York Times


O que acontece é que, em muitos casos, esses jornalistas são enviados a países nos quais o escritório do NYT é bastante isolado (desde Afeganistão, Egito e Senegal) e onde geralmente há apenas um ou dois repórteres.

A solução ao isolamento?

Adotar gatinhos locais para lhe fazerem companhia. 

O editor internacional do NYT, Michael Slackman, adotou dois companheiros felinos egípcios, Yodarella e Spunky, quando estava no escritório do Cairo.

 

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Malicki, em Denver, em cima do New York Times. ”Ela é a mesma fera gulosa como no Iraque”, disse o Sr. Healy. Foto: Jack Healy / The New York Times

O corresponde de Bagdá, Jack Healy, trabalhava na companhia de Malicki, seu gatinho iraquiano.

E Dionne Searcey, a diretora-chefe do escritório na África Ocidental, adotou não apenas um, e sim dois gatinhos senegaleses. A Muus gosta de passar o tempo escalando as paredes e vidraças do escritório, enquanto a Spotty/Dotty gosta de se emaranhar por entre pernas e colos.

Mas essa prática não serve apenas para o conforto e comodidade dos jornalistas. Além da ótima companhia, os repórteres são conscientes em adotar um gatinho das ruas e fazer a diferença para, pelo menos, um ser vivo.

 

 

Tudo começou com o casal de correspondentes Jane Scott-Long e seu marido, John Burns, em meados dos anos 1990. Eles foram enviados à Índia e lá mesmo começaram a adotar gatos e cachorros abandonados na rua.

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Jane Scott-Long segurando Purdah, um dos muitos gatos que ela adotou, no escritório de Islamabad em 2001. Foto: Walt Baranger / The New York Times


Após o ataque terrorista no 11 de Setembro, ambos foram enviados para chefiar o escritório do NYT em Islamabad, Paquistão. Lá, chegaram a cuidar de 60 gatinhos. Nessa época, o país encontrava-se em uma violenta guerra, onda bombas explodiam a qualquer momento no lado de fora do escritório.

Cuidar daqueles gatinhos era uma forma de se distrair do massacre que ocorria e uma oportunidade de salvar 60 vidas.

Fonte consultada: The New York Times – https://www.nytimes.com/2017/06/05/insider/bureau-cats-new-york-times.html?_r=0

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