Mudando de cidade com 5 gatos

Na hora de mudar de casa ou cidade, uma de nossas maiores preocupações é o bem estar dos nossos bichanos, pois sabemos o quão estressante é todo esse processo pra eles. É fundamental planejar a viagem com antecedência, bem como preparar o novo lar para a chegada dos ronrons.

 

Hoje recebemos o depoimento da Manuela Fonseca, adotante e ex-voluntária do Adote um Ronrom, que se mudou recentemente de Florianópolis pra Porto Alegre, e claro, seus cinco filhos felinos foram junto. A Manu conta um pouquinho de como foi essa experiência:

Viajando 500 quilômetros com cinco gatos:

 

Oi, gente! Eu sou a Manuela, adotante da River (ex-Gaia) e ex-voluntária do projeto Adote um Ronrom. No final de junho, eu recebi uma proposta de emprego em Porto Alegre que me fez mudar com os meus cinco gatinhos (Gaia, Buffy, Lilith, Chuchu e Robb), e hoje vim contar para vocês como foi esse processo 🙂

 

Quando eu recebi a proposta de emprego, a empolgação inicial logo deu lugar ao pensamento “puts, e mudar de estado com cinco gatos?”. A segurança e conforto deles era uma das minhas principais preocupações, então fui pesquisar alternativas que reduzissem ao mínimo o stress da transição para eles.

 

A primeira questão que levantei foi em matéria da mudança (a dos móveis, mesmo). Queria evitar ao máximo estressar os pequenos antes do momento de tirá-los do apartamento. Então, separei em um quarto todos os pertences dos felinos e os próprios, deixei água, comida, carteira de vacinação, cobertores (sem lavar, pois considerei importante eles sentirem o próprio cheiro) e caminhas. Enquanto eles estavam lá, seguros e escondidos do barulho e das pessoas estranhas empacotando minha casa inteira, fiquei acompanhando o carregamento do caminhão de mudanças.

 

Depois, veio a viagem deles em si. Cheguei a orçar um serviço de transporte de pets, mas saiu tão caro que a mudança de todos os meus móveis com seguro foi mais em conta (!). Ou seja, seríamos nós seis num carro. Convidei a minha irmã para ser co-pilota na viagem para evitar a situação “os gatos estão surtando, estou sozinha dirigindo, olhei pra trás e bati o carro”. Sabe como é, pode acontecer…Mas tinha o detalhe das caixas. Como eu só tinha uma caixinha de transporte, teria que comprar 4 novas caixas. Aí me veio a ideia: por que não comprar duas caixas enormes, de cachorro grande, e separar os gatos em duplas?

 

Comprei as caixas com uma semana de
antecedência e deixei abertas na casa, para eles irem se acostumando com elas e botando seus cheirinhos. (Observação: Não comprei aquele sedativo porque acho o efeito em gatos muito estranho, não gosto, a veterinária da Chuchu não recomendou). Para mim, o esquema da caixa grande para dois gatos funcionou muito bem porque tenho duas duplas que ficam mais calmas juntas do que separadas. O Robb com a River, a Chuchu com a Buffy.

 

Assim, no dia seguinte ao carregamento da mudança, coloquei a minha mala e as coisas dos gatos dentro do carro, deixando os gatos por último. As caixas ficaram uma virada para a outra no banco de trás, bem seguras com o cinto de segurança, e cheguei a colocar um tapete higiênico no chão de cada uma (que não valeu pra nada, mas por via das dúvidas…). A caixa pequena ficou no colo da minha irmã no banco da frente, com a Lilith dentro.

 

No meio da viagem, tive que fazer uma parada para descansar e trocar a dinâmica. Apesar de se darem bem, a Chuchu estava agitando a Buffy, que nunca tinha viajado e estava bem assustada. Aí ficou aquele festival de miados. Eu acho que os miados são comuns no começo da viagem, enquanto eles estão protestando contra o absurdo da situação, mas já tinha passado bem mais de uma hora de viagem e aquilo prosseguia. Então coloquei a Lilith dentro da caixa grande com a Chuchu, e Buffy na caixa pequena sendo devidamente acalmada pela minha irmã. A Lilith é mãezona e ficou lambendo a Chuchu, que se acalmou. A partir daí foi tranquilo: todo mundo acabou dormindo e eu dirigi até Porto Alegre sem maiores interrupções 🙂

 

Uma questão que eu não previ e aproveito para avisar é: o stress da mudança pode fazer a imunidade dos gatinhos baixar. Isso, somado à temperatura baixa do RS, que eles não estavam acostumados, os deixou mais suscetíveis e rolou uma gripe TENSA na segunda semana aqui. Tive um gasto extra e inesperado com consulta veterinária e vários remédios, então é bom pedir para seu veterinário indicar um daqueles vitamínicos que ajudam a aumentar a imunidade felina quando for viajar ou mudar com os seus pequenos.

 

Por fim, minha principal dica para quem for passar por um processo similar ao meu é: paciência. Pesquise, defina uma estratégia pensando na personalidade dos seus gatos, discuta com o veterinário e se adapte quando algo não der certo. Toda a bagunça certamente vale a pena. 🙂

 

Na galeria de fotos, os ronrons da Manu 

 

Foto: Manuela Fonseca

Foto: Manuela Fonseca
Lilith

Foto: Manuela Fonseca

Foto: Manuela Fonseca
da esquerda pra direita: Chuchu, Robb, River e Buffy

Foto: Manuela Fonseca

Foto: Manuela Fonseca
River curtindo a janela enorme da casa nova 🙂

Na hora de levar os ronrons pra outra cidade, seja por mudança ou viagem, é sempre recomendável checar se a saúde deles está em dia, bem como as vacinas. No caso de ônibus ou avião, pesquise com as empresas os requisitos necessários para viajar. É importante se programar com antecedência para minimizar ao máximo o stress dos nossos felinos.

 

E você, já fez alguma mudança ou viagem com seus gatinhos? Conta pra gente! 

 

 

 

 

 

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