Transplante renal em gatos

Os gatos são muito mais suscetíveis a ter problemas renais do que outros animais. É um problema sério. Seu agravo pode levar à morte e muitas vezes não há muito a ser feito para reverter este quadro.

Magoo, gatinho do Ronrom que teve Insuficiência Renal

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Uma das saídas encontradas para melhorar a qualidade de vida do gato é o transplante renal, porém esta técnica apenas é recomendada para alguns casos que passam por análise de um médico veterinário.

Esta prática ainda é nova no Brasil e vem sendo realizada em alguns hospitais veterinários.

É uma técnica que custa um valor alto, pois necessita de muita preparação dos médicos veterinários, leva no mínimo 4 horas para ser feita e os materiais utilizados também são de alto custo.

Apesar de ter grande porcentagem de sucesso, é um procedimento que possui risco e pode haver rejeição do órgão transplantado.

A escolha do doador

O ideal é que haja algum grau de parentesco entre o doador e o paciente que irá receber o rim transplantado.

O doador será submetido a vários exames para averiguar seu estado de saúde, se não possui nenhuma doença que possa ser transmitida ao paciente receptor e exames de compatibilidade entre ambos.

Leva-se em conta também os pontos de vista éticos e de bem-estar dos animais envolvidos.

A técnica cirúrgica

Primeiramente é removido o rim do doador, sendo o  rim esquerdo o mais apropriado a ser transplantado, por motivos anatômicos, pois possui maior comprimento de veia renal. Em seguida inicia-se a intervenção cirúrgica no animal receptor.

Geralmente não há a retirada dos rins naturais do receptor,  portanto ele viverá com três rins, pois o rim transplantado, em alguns casos, não começa a desempenhar sua função de imediato.

Os rins doentes só serão removidos em caso de infecção ou tumor.

No transplante, o ureter (que são o canais que se ligam do rim até a bexiga, com função de conduzir a urina) do rim do doador é ligado à bexiga do receptor e o novo rim é ligado aos vasos sanguíneos do receptor.

No pós-operatório o receptor receberá medicamentos imunossupressores para evitar rejeição do órgão transplantado, antibióticos e outros fármacos para melhor recuperação.

São realizados exames periódicos após a cirurgia e o animal deve ter acompanhamento médico mesmo após sua recuperação.

O gato doador receberá acompanhamento médico também, porém não tem grandes probabilidades de complicações pós-cirúrgicas.

Fonte: Livro Anatomia Veterinária

Curiosidades

  • Geralmente o gato doador do rim vive em abrigo, estando à espera de um lar, e após a cirurgia é adotado pelo tutor do gato doente, sendo salvas portanto duas vidas.
  • Há estudos para realização de transplantes de outros órgãos também.
  • Outra técnica que vem sendo realizada nos hospitais veterinários do Brasil é com animais que possuem problema cardíacos, no qual há implantação de marca-passo cardíaco.

Fontes:

Monografia de graduação de alunos da faculdade veterinária do Rio Grande do Sul.
www.hospvetprincipal.pt/transplrenais.html
www.portaleducacao.com.br/veterinaria/artigos/27727/transplante-renal-em-animais

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