Tire suas dúvidas sobre gatos e vacinas

 

Quando se trata de gatos, as vacinas ainda são um tema que gera muitas dúvidas e opiniões divergentes: Quando vacinar? Qual tipo de vacina? Todo gato precisa ser vacinado? O animal corre algum risco?

 

Para ajudar a esclarecer essas e outras questões, conversamos com a médica veterinária Ioná Araújo, de Florianópolis, que é parceira de longa data do Adote um Ronrom. Aqui vão algumas respostas com base nas informações que ela nos passou.

 

Quais vacinas o gato deve receber?

 

De acordo com a incidência de doenças na região em que o animal vive, e levando em conta o estilo de vida do gato (se tem acesso a rua ou não, principalmente), o médico veterinário irá indicar o tipo mais adequado de vacina: tríplice, quádrupla ou quíntupla, também conhecidas como V3, V4 e V5.

 

O que muda nessas vacinas é a quantidade de doenças que elas previnem, sendo a tríplice a que abarca menos doenças e a quíntupla a que abarca o maior espectro de microorganismos, protegendo inclusive contra a leucemia felina (felv).  Via de regra, a quíntupla é indicada apenas para gatos de vida livre, com mais riscos de se exporem à contaminação.

 

Além disso, o gato também deve receber a vacina antirrábica, que imuniza contra a raiva.

 

Quando vacinar?

 

A idade mínima indicada para receber as vacinas V3, V4 ou V5 é de 60 dias, com uma segunda dose (reforço) sendo aplicada 30 dias após a primeira.  No caso da vacina contra a raiva, a aplicação é de apenas uma dose com idade mínima de 4 meses.

 

Em ambos os casos, tanto para as vacinas V quanto para a antirrábica, o animal deve receber doses de reforço anualmente.

 

Animais sem acesso à rua precisam ser vacinados?

 

Sim. Mesmo os animais que ficam apenas no interior da residência devem receber as vacinas. A veterinária explica que é importante mantê-los com a imunização em dia para caso precisem frequentar um hospital, clínica veterinária – locais de grande contaminação – ou mesmo hospedagem, onde entrarão em contato com outros animais. Existe uma janela imunológica mínima, e a proteção não vai ser a mesma se o animal tomar a vacina no momento da internação, por exemplo. O que muda em relação aos animais de vida livre é o tipo de vacina a ser dada: em geral, animais sem acesso a rua não recebem a vacina V5.

 

As vacinas podem ocasionar câncer no animal?

 

De acordo com a veterinária, o que ocorre é que alguns gatos possuem sensibilidade a um dos componentes essenciais da vacina, o adjuvante (ou diluente). Sabe-se que isso ocorre com mais frequência em alguns tipos de vacinas do que em outros, mas não se trata ainda de um estudo comprovado. A estimativa é de que um em cada 10 mil gatos vacinados tenha pré-disposição a formar fibrossarcoma vacinal, que seria o câncer. Porém, as opiniões são divergentes entre os especialistas quando se trata do assunto, pois ainda não há uma pesquisa consolidada.

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