As vantagens de adotar um gato adulto

 

 

Mimi tomando sol na janela do Ronrom. Foto: Carol Demazi 

Filhotes são tudo de bom. São fofos, miados fininhos, pulam para lá e para cá sem parar, são adoráveis. Nada contra adotar um filhote, mas se eu fosse adotar um gatinho hoje, adotaria um adulto com certeza. 

 

Adotei meu primeiro gato quando estava na faculdade, tinha tido um gato quando era criança, mas não lembrava bem Adotei via um anúncio no jornal: uma moça procurava doar uma ninhada. Chegando lá, vários tigradinhos brincavam em um vaso enorme. Fiquei vendo aquela bagunça linda, tentei pegar um deles e ele saiu correndo. Tentei pegar outro e ele ficou quietinho na minha mão. Pensei que ele era calminho e que tinha gostado de mim e levei ele para casa. Claro que nos apaixonamos e hoje ele tem 10 anos e muita história para contar, mas eu me enganei totalmente quanto ao temperamento dele. 

 

Meu gato não tem nada de calminho, ele tem 10 anos e ainda adora brincar. Quando era filhote, adorava me acordar às 3 da manhã com uma bola de guizo. Adorava me acordar mordendo meu pé, pulando na minha cabeça. Se eu sentava na rede ele achava que era brincadeira e enfiava as unhas no tecido. Com o tempo (e a castração) ele se acalmou um pouco, mas continuou brincalhão. É por isso que eu adotaria um gato adulto agora: eles já têm a personalidade formada. Filhotes são como crianças, estão descobrindo quem são e tudo que eles querem é brincar. 

 

Eles vão quebrar coisas, morder o que não devem,vão querer brincar quando você queria muito ver um filme sussa no sofá. E como os gatos continuam lindos e ótimas companhias adultos, acho melhor já conhecer o que eu levaria para casa. 

 

Além disso, as chances de adoção de um gato adulto diminuem bastante. Gatos vivem 20 anos, às vezes mais, mas depois de completar 1 ano a chance de adoção deles cai drasticamente. E aí vejo aquelas lindezas no Ronrom como a Mia e a Mimi e fico pensando que elas mereciam casas tanto quanto os bebês. A diferença é que como foram resgatadas das ruas, elas não se entregam com facilidade aos carinhos dos visitantes, mas é só ter um pouco de jeitinho que a Mia, essa gatinha lindinha, de olhos azuis, adora um cafuné. 

 

A Mia e a Mimi chegaram grávidas ao Ronrom. Devem ter passado fome na rua, quem sabe coisa pior. Gatos são os animais que mais sofrem maus-tratos na rua (todos os veterinários comentam). E elas ficaram mais ressabiadas porque foi assim que conseguiram sobreviver. Mas a gente percebe que cada vez a Mia chega mais perto da gente. A gente sabe que a Mimi já deixa a Carol (diretora do Ronrom) fazer carinho nela. É só dar uma chance, um lar, respeito, ter um pouco de paciência, que elas vão retribuir com muito amor, tenho certeza. 

Mia, lindinha à espera
de um adotante que a conquiste. Foto: Carol Demazi

 

Minha irmã adotou uma gatinha bem arisca, ela some da sala toda vez que alguém toca a campainha, nunca deixa ninguém estranho nem vê-la, mas com a dona é um dengo. Dorme junto, bem encostadinho e adora conversar. Alguns gatinhos precisam ser conquistados, é verdade, mas só quem já resgatou um bichinho que sofreu na vida sabe o quanto eles são capazes de nos amar e como são agradecidos. 

 

Se você quiser saber mais sobre histórias de resgate e como os gatinhos são diferentes (e apaixonantes), tem livros que contam histórias desse tipo, eu li um chamado “Dewey, um gato entre livros”. As histórias são lindas e você pode ler online aqui

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