Doença renal em gatos: um problema que deve ser levado a sério

Magoo, nosso pequeno guerreiro 

 

O Magoo foi um dos gatinhos mais especiais que temos no Adote Um Ronrom. Não que ele fosse melhor do que os outros, não é isso. O fato é que ele tinha uma força inspiradora, pois desde que foi resgatado, nunca desistiu.

 

Atualização: Magoo ficou internado por cinco dias, e, neste sábado (24/10) deixou nosso mundo, dando fim ao sofrimento causado pela doença. Nos meses em que viveu no Adote Um Ronrom, recebeu muito amor, aprendeu a receber carinho e a confiar em humanos. Ele foi adotado por toda a família Ronrom, na qual recebeu os cuidados necessários até os últimos dias de vida.

 

Além de não enxergar, ele era doente renal crônico – o que significa que nele os rins, responsáveis entre outras coisas pela filtragem do sangue e pela produção da urina, não funcionavam como os de um gato saúdável – e ele foi internado segunda-feira (19/10) para receber soro. O objetivo disso era manter o animal hidratado e auxiliar na manutenção dos processos básicos do organismo.

 

No último sábado, Magoo deixou de comer e de beber água – como os gatos que têm doença renal urinam com muita frequência, beber água é essencial para manter a saúde estabilizada, e portanto o Magoo ficou desidratado.

 

A creatinina, uma substância importante para indicar a saúde dos rins, está em 6. Quando ele fez o primeiro exame, este índice era 3, o que já era suficiente para indicar insuficiência renal – quanto mais alta a creatinina, maior a dificuldade dos rins em realizarem seu trabalho. O último exame do Magoo indicou que ele estava sofrendo uma crise aguda. 

 

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A médica veterinária Ana Paula Paié da Fonte, que atende na Clinicão em Florianópolis e está concluindo especialização em nefrologia e urologia pela Anclivepa, em São Paulo, explica por que os gatos frequentemente apresentam problemas renais:

 

– Os néfrons são estruturas do rim que atuam diretamente na filtragem do sangue e na produção da urina. Enquanto um humano tem cerca de 1 milhão de néfrons por rim e um cachorro cerca de 300 mil, os gatos tem em média 90 mil. Conforme o uso do rim ao longo do tempo, vai havendo perda desses néfrons, e os que restam começam a tentar compensar essas perdas, trabalhando mais.

 

De acordo com a veterinária, o ideal é que a partir do quinto ou sexto ano de vida o animal passe por exames anuais para verificar a situação dos rins. No caso de gatos de raça, como siameses, persas e abissínios, são ainda mais suscetíveis e o ideal é que recebam acompanhamento mais cedo, nos primeiros anos de vida.

 

Quando o Magoo foi resgatado pelo Adote Um Ronrom, ele estava muito magro, desnutrido e foi diagnosticado como doe
nte renal crônico (leia mais sobre o resgate do Magoo). Recebeu soro e passou a ser alimentado com ração especial para esse tipo de deficiência no funcionamento do organismo – a mudança na alimentação, aliás, costuma ser uma das primeiras medidas a serem tomadas quando um gato é diagnosticado com enfermidade nos rins, mas sempre com a orientação de um veterinário.

 

Agora, o Magoo vai passar por mais exames e só sairá da clínica quando o nível de creatinina baixar. Como não conhecemos toda a sua história, não sabemos como ele chegou a esse quadro, mas você pode ficar atento ao seu gatinho para agir o quanto antes e evitar o agravamento deste sério problema, que pode levar à morte do animal.

 

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Confira algumas dicas que ajudam a prevenir as doenças renais:

 

– Fique atento à qualidade da ração

Rações muito coloridas podem conter altos índices de corantes.Este tipo de alimento é chamado de standard, o mais barato do mercado, mas pode custar caro a longo prazo, pois pode deixar seu gatinho doente. Os tipos mais indicados são premium ou super premium, que contêm menos conservantes, sódio e corantes. Também é importante considerar comprar ração de acordo com o perfil do seu gato. Por exemplo, há alimentação específica para animais castrados, com índices de gordura controlados, e também para gatos com insuficiência renal, com baixa proteína.

 

– Confira os índices de proteína da ração

A proteína é importante para os gatos, mas o excesso dela pode ser prejudicial. Compare os índices nas embalagens da ração (embora nem sempre sejam confiáveis) e consulte um veterinário para saber qual tipo é o mais indicado para o seu gato.

 

– Fique atento à forma que seu gato bebe água

Se ele toma água raramente ou você nunca o vê tomando, tente ao máximo estimulá-lo a beber com mais frequência. Teste diferentes bebedouros, dê preferência aos de alumínio ou esmaltados, que tendem a não esquentar facilmente. Outra dica é usar bebedouros rasos e bem largos, pois alguns gatinhos não gostam de encostar o bigode nas laterais do pote. Deixe a água em local fresco e arejado, se possível espalhe mais de um bebedouro pela casa e longe da caixa de areia. Dê preferência à água filtrada e troque com frequência. Gatos gostam de água limpa e fresca. Investir em uma fonte é uma boa forma de estimular o animal a beber água. Elas mantém a água corrente, o que é a preferida dos gatos. Há vários modelos no mercado e de diferentes tipos de material, que podem ser comprados em pet shops ou sites. 

 

– Complemente a alimentação com comida pastosa

Além de deixar seu gato mais feliz, a comida pastosa é muito útil para aqueles que têm dificuldade em tomar água. Dependendo do caso, pode ser um complemento ou até mesmo substituir a ração seca. Você também pode colocar caldo sem sal de atum ou sardinha na água. 

 

– Verifique se o gato está comendo direito

A falta de apetite pode indicar vários problemas. Se seu gato parar de comer ou diminuir consideravelmente a quantidade de alimento que injere, leve-o a um veterinário. Peça por exames de sangue para verificar se não há nada errado com seu bichinho. 

 

– Alguns sinais podem indicar doença renal

Apesar de muitos gatos com doença renal serem assintomáticos, há alguns sintomas que podem soar um alerta para a saúde dos rins dos bichanos: se o animal passar a beber muita água, isso pode significar que o gato está perdendo muito líquido pela urina. Outros sintomas não específicos (que também estão relacionados a outras doenças) podem aparecer, tais como perda de peso, vômito e diarreia.

 

 Magoo quando chegou ao Adote Um Ronrom. Na foto, ele está com o Prince

 

 

O resgate que o salvou:

 

 

 

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